terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Confissões - Santo Agostinho



Confissões, de autoria de Santo Agostinho (nascido em 354 D.C. e morto em 430 D.C.). Tal obra é uma autobiografia onde não se expõe tão-somente a vida de um santo do início da era cristã mas, acima de tudo, é um livro que transmite uma mensagem de fé e felicidade. Nessas 350 páginas o autor narra a sua vida desde a sua infância até se tornar bispo de Hipona. Seus bons e maus momentos, narrados de forma envolvente e inteligente.

Um trecho interessante do livro é o momento da sua conversão, a transformação de filósofo pagão e amante das mulheres em filósofo da igreja católica e seguidor do celibato. E isso aos 33 anos de idade, já possuindo um filho adolescente. Além disso, a obra, apesar de antiga, trata de questões atuais como, por exemplo, a predestinação e os conflitos religiosos, que já nos primórdios da era cristã já ganhavam força e espaço. Enfim, eis aí um livro que aconselho como leitura aos cristãos praticantes e também aos não praticantes. Esses últimos talvez possam sentir rejuvenescidas a fé, após a leitura dessa emocionante biografia.

O Ser Humano e o Tempo



Todos nós mudamos. Não somos seres imutáveis, estáticos, condenados a possuir uma única opinião e uma única conduta. De tal forma que o que hoje consideramos algo agradável pode se tornar algo desagradável, e até mesmo repugnante. E o fator tempo é a resposta a essas mudanças de comportamento dos seres humanos. O tempo está ligado diretamente a nossa evolução. Às vezes a mudança é benéfica e às vezes é depreciativa do nosso espírito. Mas a mudança sempre ocorre, e isso é algo inevitável.

De acordo com pesquisas científicas na área da psicologia e do comportamento humano, as pessoas mudam de conduta de acordo com o local físico aonde se encontram.  Ora, se nós somos criaturas que nos transformamos conforme o ambiente onde estamos inseridos, imagine então o que acontece conosco com a ação do tempo sobre o nosso corpo e alma. Somos seres mutantes, instáveis, essa é uma verdade evidente e inquestionável. E, metamorfoseados ao longo do nosso percurso vital, podemos melhorar ou piorar a nossa conduta e o nosso ponto de vista em relação ao mundo e as pessoas.
  
É engraçado contemplar algumas pessoas que conviveram comigo há mais de dez anos e acham que eu sou o mesmo daquela época. Eu julgo que eu mudei bastante nos meus valores e no meu comportamento, assim como mudaram todas as pessoas, algumas mais outras menos, mesmo que não percebam essas mudanças. E isso é algo belo no ser humano, pois estamos sobre a face da terra para cumprirmos a nossa evolução espiritual. E cedo ou tarde ela chegará para cada um de nós. E, assim como uma peça de madeira muda de cor com o passar dos anos, também muda de aparência a nossa essência espiritual.
 

Sobre o Equilíbrio



Tudo que é saudável precisa de equilíbrio. O segredo mora no meio termo. Pois todo o excesso se torna nocivo, destrutivo. Somente o amor escapa a essa regra. Mas todo o resto é perigoso, como, por exemplo, o fanatismo, o egoísmo, o narcisismo, e outros "ismos" negativos que julgo não precisar citar aqui. Ter equilíbrio é saber seu limite, é ter autocontrole, é ser prudente nos seus atos, é procurar ter maturidade. Tenho em minha filosofia de vida que se a falta mata, o excesso também. Esse é o meu ponto de vista.

Em Defesa de uma Cultura de Paz


Ao longo de dezenas de séculos, o ser humano evoluiu tendo como fio condutor a violência, a agressividade. Desde os tempos que habitava as cavernas, sempre utilizou da força bruta para realizar os objetivos do seu cotidiano como, por exemplo, capturar e matar uma presa que serviria como alimento, defender a sua família e a sua tribo da invasão de outro grupo na área que habitava, dentre outras atividades. Possivelmente, espelhando-se nos animais irracionais, os homens agiam com a força bruta orgulhosamente a fim de mostrarem a sua autoridade perante os outros. Faziam isso instintivamente, assim como um leão faz para demarcar o seu território.

Contudo, com o passar do tempo, essa necessidade perdeu a sua função primária de sobrevivência e recebeu a influência dos sentimentos negativos como a ambição, o orgulho, a inveja, a mentira e etc. Eclodiram-se centenas de guerras por causa do desejo de alguns que  não se satisfaziam com o que tinham. Quantas e quantas pessoas morreram pela espada e pelo revolver. Quantas mães e esposas choraram por causa da violência cometida contra os seus entes queridos. O planeta Terra já foi banhado milhares de vezes com o sangue dos seres humanos, mortos em combate por motivos pífios e egoístas. Essencialmente, a violência é gerada pela impulsividade, pelo ato insensato de a cometer sem pensar nas tristes conseguências. Agredir o outro por motivos insignificantes, inferiores, ou pelo simples prazer de o fazer: eis algo corrente nos dias de hoje.

É preciso seguirmos uma cultura de paz. É necessário acabarmos com a violência de todos os gêneros e em todas as esferas, a fim de que possamos evoluir espiritualmente. O ser humano deve procurar o caminho da paz e do entendimento, pois a violência gera violência, tal como disse o Nosso Senhor Jesus Cristo. A postura mansa, pacata, pacifista é a postura ideal para esse novo milênio. Chegou a hora do ser humano procurar evoluir interiormente e dar uma menor atenção a evolução material, pois para essa última o barco do progresso já segue o seu curso natural. É preciso olharmos para dentro de nós mesmos e enxergarmos o nosso interior e de lá subtrairmos o sentimento negativo da violência. E, assim, considerarmos o nosso semelhante como um ser que precisa ser respeitado fisicamente e moralmente, e independente do que ele nos fez. Precisamos cortar definitivamente essa âncora que não nos deixa evoluir, progredir espiritualmente. Pois nenhuma violência se justifica e, portanto, ela precisa ser deixada no nosso passado histórico.